Sabe, eu sei que sou eternamente responsável por minhas escolhas, mas as vezes me sinto tão mal por ver onde cheguei escolhendo sempre tão errado...
Antes esse blog se chamava portadora de rosas brancas, nunca vermelhas. Pois bem, me fizeram mudar disseram que era isso que eu atraia, colocando esse tipo de pensamento.
Mudei e coloquei o sol iluminando a rosa, portadora de rosas vermelhas, mas acho que isso pouco mudou o que eu queria e o que obtive.
Mais uma vez digo que sou responsavel por aquilo que escolho, mas repito que cansa ver o quanto estou pra baixo por ter escolhido tão errado.
Uma vez passou pela minha vida uma pessoa que viajou 200 quilometros para me entregar uma flor, ele via em mim o que eu nao via, me assustei de mais com aquilo e mandei ele ir embora, foi sofrido fazer o que fiz, mas achei que merecia alguem diferente, que aquela atitude era mentirosa.
Encontrei alguem que sorria estrelas, tinha o sorriso mais lindo que fui capaz de ver em toda minha vida, aquilo me encantava, seduzia, alegrava, mas tambem me derrubou, pois era tudo uma invecionice, era tudo na minha cabeça, por fora essa história era mentira, areia, pó e foi assim que ela se foi e com ela foi um pedaço de mim.
Por ultimo encontrei alguem que achei que era obra do destino, colocar ele novamente no caminho que eu trilhava para acontecer algo, agradeci a Deus e pedi para que se fosse algo, que fosse bonito. Não foi, so tinha mágoa e dor, mentira mesmo, daquelas de te fazer pensar porque merecia passar por toda a situação, de se ajoelhar, se curvar pra entender algo sobre a vida.
Foi tentanto entender algo sobre a vida que decidi ficar sozinha. Tento entender porque dediquei tanto respeito, porque dediquei tanto tempo, tanta atençao, pra chorar, pedi pra chorar, pedi pra escolher pessoas que me tratariam exatamente como me vejo, como um nada.
Eu choro sabe, choro doído, sentido, sozinho, calado, não entendo o porque me faço sentir assim, tão ignorada, solitária, indecisa, coitadinha, quando na verdade deveria ter agradecido e me sentido digna de receber todas aquelas flores, de sentir que eu era merecedora de alguem que viajasse pra me entregar carinho.
Nao há mais carinho, nem flor, nem nada, em mim morreu o amor, morreu o perdão, o interesse nas pessoas, em mim nasceu misantropia, descrença.
Tristeza pensar que precisou morrer tudo isso em mim, pra nascer amor próprio, me sinto mais forte, mais minha porque sei o que fiz, aprendi minha enorme capacidade em fazer, realizar, mas agora nao quero doar isso pra mais ninguem.
Entregar uma flor e para isso viajar 200 quilometros é muito pouco, é quase nada pra quem ja sofreu tanto entregando a rosa vermelha pra quem so quis me devolver espinho.